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Os 4 segredos para decorar apartamentos pequenos

Não vos vou enganar, quando o espaço é pouco, o que sobra para decorar é quase nada, por isso, conhecer as principais técnicas é fundamental.

Nos grandes centros urbanos a maioria das habitações debate-se com a falta de espaço.

A esta realidade acrescentamos espaços mal organizados e mal aproveitados.

Neste artigo falar-lhe-ei de 4 técnicas que considero úteis para transformar a sua casa num espaço maior, mais prático e mais acolhedor.

Fotografia: Svoya Studio
Fotografia: Svoya Studio

1. Começar sempre pela a arrumação

A primeira tarefa para iniciar este processo é a arrumação, que não é de todo a mais agradável e inspiradora. Pode começar por olhar à sua volta e perguntar a si mesmo: “Do que é que eu realmente preciso no meu espaço?”

O objetivo é livrar-se de tudo aquilo que não precisa para ganhar espaço e acabar com o caos que normalmente se verifica em divisões pequenas. Seja acima de tudo prático! Este processo é normalmente demorado e cansativo. Dificilmente irá conseguir arrumar tudo de uma só vez, por isso dedique um dia por semana até concluir este primeiro objetivo.

Elimine todos os objetos desnecessários que tem vindo a acumular ao longo dos anos como livros, revistas e tudo que deixou de ter uso. Faça o mesmo no quarto com as roupas, no escritório com documentos e na cozinha com utensílios e produtos que praticamente não utiliza. Todos nós caímos na tentação de guardar muita coisa só para evitar o desconforto de tomar a decisão de eliminar algo que já teve valor.

Fotografia:  DFJ Architects

Chegar a casa significa descanso. Deve por isso evitar o ruído visual, pois irá ter a sensação de peso e confusão. Estímulos que deve evitar num lar. Nesse sentido, reduzirmos ao essencial o que temos, estaremos a aumentar as possibilidades de intervirmos nesse espaço que queremos ver renovado com maior eficácia. É importante considerar não só o que lhe é útil, mas também privilegiar o que lhe traz boas sensações ou memórias. O objetivo é que a sua casa, acima de tudo, cumpra realmente com a sua função e que os objetos e o mobiliário presentes tenham uma intensão, sem sobrecarreguem a área onde queremos tirar o máximo partido. E não pense que este conselho se aplica só a casas pequenas, até as que usufruem de grandes áreas devem fazê-lo, já que muitas são ocupadas com objetos que não servem realmente para nada! A boa notícia é que ao livrar-se de tudo o que não necessita, o seu humor irá melhorar e sentirá que poderá começar a decorar o seu espaço com muito mais liberdade.

Fotografia: A For Architecture

Coloquei esta dica em primeiro porque considero que nada deve ser feito sem antes cumprir esta tarefa. Se já eliminou e organizou tudo o que pretendia, parabéns! Já deu um grande passo. 🙂

2. Crie espaços abertos e delimitados

Antes de iniciar qualquer intervenção, deve questionar-se: qual é a função deste espaço? O que faço neste espaço? Quantas horas o habito? Cada espaço tem uma função e ele deve ser bem definido. Quando avaliamos um espaço devemos começar por identificar e delimitar os diferentes ambientes. Não podemos organizar uma sala, um quarto ou um escritório da mesma forma, que fazemos num sótão ou numa garagem com arrumos. O conforto visual exige alguns critérios.

A área da cozinha e da sala estão bem definidos. Fotografia: Stay Camden

Por exemplo quando a sala e a cozinha se encontram no mesmo espaço não podemos ter tudo misturado. É necessário compreender como nos movimentamos e usamos cada um dos espaços, por forma a distribuirmos os elementos de forma prática e tirarmos partido o mais possível de cada um dos espaços.

O ponto de equilíbrio está em conseguirmos conforto visual sem nunca comprometer a funcionalidade.

Apartamento remodelado em Lyon. Designer de interiores: Marion Lanoë
Cada uma das áreas está bem definida no espaço. Designer de interiores: Marion Lanoë

Neste apartamento em Lyon, remodelado pela designer de interiores Marion Lanoë, as áreas encontram-se bem delimitadas pela cor, mobília e iluminação. O espaço da cozinha é aproveitado ao máximo, as janelas permitem a propagação da luz natural, a comunicação visual e a leveza do espaço. A mesa em mármore está posicionada, por forma a separar duas zonas comuns, a dar apoio à cozinha e para refeição mais rápidas.

O candeeiro de teto em forma redonda oferece identidade.

Zona da cozinha e a mesa em mármore de apoio. Designer de interiores: Marion Lanoë

Os tons mais escuros da cozinha criam contraste com o branco da sala e ajudam a definir cada um dos ambientes.

Designer de interiores: Marion Lanoë

A cozinha tem muitos armários de arrumação sem nunca comprometer a leveza do ambiente. O uso de prateleiras, na parede do lado esquerdo é uma solução de arrumação que não prejudica a entrada de luz natural.

Nesta imagem conseguimos ver como a sala e a cozinha partilham a mesma área de forma equilibrada e funcional rentabilizando ao máximo o espaço disponível.

Fotografia: Ståle Eriksen
Fotografia: Ståle Eriksen

A simplicidade das formas, o uso da madeira, o total aproveitamento da luz natural, deste andar em Londres, fá-lo parecer maior do que realmente é.

3. Opte por mobiliário amigo do espaço

O desafio é difícil, mas quando a área útil é pouca, pense em espaços livres.

Comecemos então por aquilo que normalmente ocupa mais espaço, a mobília. No momento de a comprar, evite móveis grandes, procure mobiliário multifuncional e modelar. Porque são um excelente recurso para economizar espaço e têm a grande vantagem de serem versáteis.

O exemplo mais comum é o do sofá-cama, que poderá por exemplo, ser colocado num escritório para usar quando recebe ocasionalmente visitas. Numa cozinha podemos optar por uma mesa dobrável para apoio às tarefas ou para refeições mais rápidas. Quando não estiver a usar, basta baixar a mesa e ganhará espaço livre.

Design de Interiores: Sinato. Fotografia: Toshiyuki Yano
Design de Interiores: Sinato. Fotografia: Toshiyuki Yano

Neste apartamento japonês de 64 m2, assinado pela Sinato, foi criado um móvel em madeira que cobre as paredes centrais do andar. Reparem bem como foram aproveitadas para aplicar inúmeras gavetas, que servem também de banco ou de apoio à cozinha. Na zona superior estão duas prateleiras elegantemente aplicadas para arrumação. Para além das múltiplas funcionalidades, este móvel é um elemento que cria identidade ao espaço sem prejudicar a circulação das pessoas.

Se gosta do convívio à mesa com amigos e família, não precisa de uma grande mesa e muitas cadeiras que ocuparão imenso espaço. Opte por mesas extensíveis, por bancos, ou cadeiras dobráveis fáceis de usar e guardar. O segredo está em investir em modelos de bancos bonitos que poderão servir de elemento de decoração ou de apoio num outro ponto da casa.

Banco Bevel Bench da Ferm Living na mesa de jantar. Fotografia: Ferm Living
Banco Bevel Bench em madeira, da Ferm Living. Fotografia: Ferm Living
Banco Bevel Bench da Ferm Living. Fotografia: Ferm Living

O banco Bevel Bench da Ferm Living é um modelo em madeira perfeitamente adaptável a uma mesa de jantar ou para ser usado num corredor, sala, quarto e até como mesa de apoio se necessário.

Em peças de mobiliário de menor dimensão, se for possível, opte por um modelo com rodas para facilmente o poder mover. É natural que esses modelos sejam mais grosseiros e feios. Se tiver dificuldade em encontrar um móvel com rodas que se enquadre na sua decoração, poderá sempre optar por comprar rodas à parte e mandar aplicar.

Uma dica simples, no momento de comprar a mobília lembre-se da seguinte frase “como é que esta peça poderá ser 2 em 1?”

É normal que possa encontrar mobília que adore, mas que não tenha a medida ideal. Para salas ou quartos com dimensões pequenas e por vezes com formas mais estranhas, a opção mais eficaz poderá ser encomendar mobília feita por medida. Para além das medidas a vantagem é poder escolher materiais, cores e um design mais enquadrado no estilo que pretende.

Design de interiores: Marion Lanoë

Há muitas empresas que dispõem do serviço feito por medida e até possibilitam fazer pequenos ajustes com base em modelos de catálogo. Reúna várias imagens de modelos que lhe agrade e fale com empresas de mobiliário para ver como o podem ajudar. Se optar por esta solução recomendo que fale com pelo menos 3 empresas para poder comparar valores e ouvir diferentes opiniões de especialistas na área.

Design de interiores: Marion Lanoë
Design de interiores: Marion Lanoë

Este pequeno quarto faz parte de um andar com apenas 27m2. O móvel aplicado por cima da cama é um bom exemplo de uma peça criada à medida, para que fique totalmente integrado no ambiente. O seu design minimalista e a cor clara, tornam o volume mais discreto. A iluminação e a madeira criam contraste e aquecem o espaço.

4. As pequenas técnicas que nunca falham

No último ponto, decidi reunir um conjunto de pequenas técnicas, muito aplicadas em decoração de interiores, que deverá ter em conta no momento de resolver problemas de espaço.

Fotografia: Stay Camden
Fotografia: Jessica Doll

Espelhos

Aplique espelhos para ampliar os espaços. Existem inúmeras formas de os inserir na decoração. Nestas duas imagens o espelho é elemento de destaque na decoração e acaba por ter uma dupla função.

Design de interiores: Architecture Architecture
Design de interiores: Architecture Architecture

Cortinas

Use cortinas do chão até ao teto para dividir espaços ou para esconder uma zona que deseja. Michael Roper da Architecture Architecture, usou esta técnica para resolver o problema da arrumação de um pequeno apartamento com apenas 23 m2.

Portas de correr resolvem problemas de espaço. Fotografia: Nathalie Artaxo
Portas de correr abertas. Fotografia: Nathalie Artaxo

Portas de Correr

Opte por portas de correr. São ótimas para poupar espaço e uma boa opção para esconder zonas de serviço ou áreas de arrumos.

Design de interiores: Michael Temnikov

Elimine paredes

Se a estrutura do seu apartamento permite eliminar paredes, não hesite.

Desta forma conseguirá criar áreas mais amplas e tirar maior partido dos metros quadrados disponíveis.

Separadores em vidro são boas opções para a passagem da luz natural. Fotografia: BOSTHLM
Tire o máximo proveito da luz natural. Fotografia: BOSTHLM

Luz natural

Elimine o mais possível todas as barreiras que evitem a propagação da luz natural. Estruturas em vidro e móveis baixos em zonas centrais do espaço são boas opções.

Aplique prateleiras. Fotografia: Dapple Photography
Prateleiras arrumam e decoram. Fotografia: Danielle Huizentour

Prateleiras

Use prateleiras para arrumar e ao mesmo tempo decorar uma divisão da casa. Existem inúmeros modelos para diferentes propostas e soluções. É uma boa alternativa aos móveis fechados que muitas vezes sobrecarregam o espaço.

Caso não tenha espaço para prateleiras, poderá sempre criar um friso na parede para pousar alguns objetos mais pequenos, como velas, molduras, ou outros elementos decorativos.

Fotografia: Stay Camden
Brancos e tons claros iluminam o espaço. Fotografia: Danielle Huizentour

Cores claras

Aposte nos brancos e em tons claros para dar leveza aos espaços e tirar proveito da luz natural. Isto não invalida que não possa optar por apontamentos de cor mais escuros. Materiais como a madeira combinam também com brancos e tons mais neutros. Espaços muito claros podem tornar-se demasiado frios e impessoais, por isso alguma cor nos acessórios ou em alguns objetos e a madeira tornarão o espaço mais aconchegante.

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